A cantora, compositora, rapper e produtora cultural maranhense Enme aproveitou o palco do Favela Sounds, em Brasília, para lançar ao vivo o álbum “Conexão Jamaica Brasileira, Vol. 1” e para levantar uma discussão antiga: a dificuldade de quem produz fora do eixo do Sudeste.
Para ela, o público está aberto a ouvir coisas novas, mas falta ampliar os encontros, as parcerias e os espaços de apresentação. “Acredito que agora é hora de abraçar os artistas e a musicalidade que existem no Nordeste e no Norte”, disse, em entrevista à Billboard Brasil.
O som de São Luís
Lançado em maio, o disco tem dez faixas e pouco mais de 31 minutos. Foi pensado na lógica dos sound systems e junta reggae e dancehall com funk, rap e ritmos do Maranhão. Enme explica que não se trata de colar referências regionais numa fórmula pronta. É um retrato da própria cidade.
“O Maranhão é uma terra de muitos ritmos”, contou. Segundo ela, o álbum traz dancehall, reggae, funkhall e até tambor de crioula, “porque não pode faltar”.
Volume 2 a caminho
A artista adiantou que a continuação, “Conexão Jamaica Brasileira, Vol. 2”, sai em setembro, com uma convidada do dancehall maranhense que ela prefere manter em segredo por enquanto. O show em Brasília fez parte da programação que comemorou os dez anos do Favela Sounds.


