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A rapper maranhense Enme durante apresentação no Favela Sounds

Enme cobra espaço para artistas do Norte e do Nordeste e anuncia volume 2 de projeto

Rapper e produtora maranhense levou “Conexão Jamaica Brasileira” ao Favela Sounds e promete a continuação para setembro.

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2 min de leitura

A cantora, compositora, rapper e produtora cultural maranhense Enme aproveitou o palco do Favela Sounds, em Brasília, para lançar ao vivo o álbum “Conexão Jamaica Brasileira, Vol. 1” e para levantar uma discussão antiga: a dificuldade de quem produz fora do eixo do Sudeste.

Para ela, o público está aberto a ouvir coisas novas, mas falta ampliar os encontros, as parcerias e os espaços de apresentação. “Acredito que agora é hora de abraçar os artistas e a musicalidade que existem no Nordeste e no Norte”, disse, em entrevista à Billboard Brasil.

O som de São Luís

Lançado em maio, o disco tem dez faixas e pouco mais de 31 minutos. Foi pensado na lógica dos sound systems e junta reggae e dancehall com funk, rap e ritmos do Maranhão. Enme explica que não se trata de colar referências regionais numa fórmula pronta. É um retrato da própria cidade.

“O Maranhão é uma terra de muitos ritmos”, contou. Segundo ela, o álbum traz dancehall, reggae, funkhall e até tambor de crioula, “porque não pode faltar”.

Volume 2 a caminho

A artista adiantou que a continuação, “Conexão Jamaica Brasileira, Vol. 2”, sai em setembro, com uma convidada do dancehall maranhense que ela prefere manter em segredo por enquanto. O show em Brasília fez parte da programação que comemorou os dez anos do Favela Sounds.

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