Pular para o conteúdo
Imagem de teste

Disco conceitual sobre o cotidiano da quebrada divide a crítica

Ambicioso na forma e irregular no resultado, o álbum é o trabalho mais arriscado da carreira do artista.

Redação

1 min de leitura

Um disco conceitual é sempre uma aposta. Este aqui acompanha um único dia na vida de um bairro, da madrugada à madrugada seguinte, e cada faixa corresponde a uma hora.

A ideia é boa e a primeira metade cumpre o que promete. As faixas da manhã têm ritmo de rua acordando, com samples de feira e buzina, e letras que funcionam quase como crônica.

Onde o disco perde força

O meio do álbum se arrasta. Três faixas seguidas repetem o mesmo andamento e o mesmo tema, e a sensação é de que o conceito passou a mandar mais que a música.

A reta final recupera o fôlego, principalmente na faixa das dez da noite, que é das melhores coisas que o artista já gravou.

Eu sabia que ia dividir. Disco que todo mundo gosta igual é disco que não arriscou nada.

Veredito

Irregular, mas corajoso. É o tipo de disco que envelhece melhor do que estreia, e que vai ser redescoberto daqui a alguns anos.

Descubra mais álbum crítica

Leia também